Intel Technical
Training 2002 (2a Parte)
25 de Setembro de 2002
No final do
mês passado, a Intel promoveu em Belo Horizonte o Intel Technical Training 2002,
evento destinado a 50 técnicos IPI – Integrador de Produtos Intel – do estado de
Minas Gerais.
No evento
foram abordados temas teóricos e práticos sobre os novos servidores Intel para
grandes e médias empresas, soluções RAID, software de gerenciamento de Hardware
LanDesk Client Manager, configuração de servidor para small business, alerta de
problemas em servidores por e-mail ou celulares, lançamento dos novos
processadores e chipsets da Intel, tendências tecnológicas, concorrência de
mercado, Benchmarks confiáveis, o futuro do desktop, padrões FMB2 e FMB3 com
novos modelos de gabinete para o novo Pentium 4 de 3 GHz.
Devido à
extensão do Intel Technical Training 2002, esta matéria foi dividida em três
partes. Nesta segunda parte, abordaremos táticas de empresas concorrentes que
mostram índices colocando seus processadores mais rápidos que os da Intel
através de benchmarks manipulados.
Benchmarks são
os programas que testam a velocidade dos computadores e seus acessórios. Existem
diversos programas de benchmarks, mas nem todos são confiáveis. Não por
mostrarem resultados incorretos de seus testes, mas por fazerem os testes de
forma inapropriada, não levando em conta a realidade atual.
Acho que todos já viram benchmarks mostrando que os micros da Intel são mais
rápidos que os da AMD e vice-versa. Porque isto ocorre? Qual dos dois maiores
fabricantes de processadores para computadores do mundo está mentindo? Na
verdade, nenhum dos dois está mentindo. Mas, mostrando resultados obtidos dos
programas de benchmarks que mais lhes favorecem. Há benchmarks, por exemplo, que
não testam o processador do computador utilizando os recursos disponíveis nos
programas mais novos. Então, se o processador foi modificado para utilizar um
recurso novo de uma forma mais rápida, esta melhoria de velocidade do
processador passa a ser ignorada pelo benchmark desatualizado.
Um
dos mais conceituados benchmarks existentes, o SYSmark 2002 (www.pcmark.com),
verifica o processamento do computador de acordo com o percentual médio de
utilização diária de cada tipo de programa em escritórios utilizando todos os
novos recursos de cada software, levando-se em conta que uma maioria expressiva
da população utiliza os computadores para os determinados fins abaixo, que são
levados em conta para o cálculo proporcional de velocidade dos processadores
pesquisados.
O que pode acontecer é um benchmark mostrar que um processador é mais rápido que
outro durante o uso de programas anti-vírus, por exemplo, que representa apenas
3% do uso diário de um computador, sendo um percentual pouco relevante para
afirmar que tal processador é mais rápido que outro.
O engenheiro de sistemas Dennis Zasnicoff, que é um dos gênios da Intel do
Brasil e ministrou o Intel Technical Training 2002, mostrou como é possível
manipular um benchmark fazendo um reles 486 ser mais rápido que um Pentium 4,
fazendo o benchmark analisar a velocidade de processamento em softwares antigos
que não são mais utilizados hoje em dia, para os quais o poder dos processadores
atuais foram reduzidos no que se refere aos recursos utilizados em tal época,
para maior aprimoramento dos recursos mais utilizados hoje em dia. Afinal de
contas, qual seria a utilidade, hoje, de fazer um processador extremamente
rápido em ambiente DOS?
Durante o evento, nos foi mostrado
que o processador Celeron, o menos potente da Intel, é mais rápido que o
processador mais potente da AMD, tendo a velocidade dos processadores sido
analisada pelo SYSmark2002. Outro fator que coloca, indiscutivelmente a Intel em
superioridade em relação à AMD é o barramento do Pentium 4, que já está em 533
MHz enquanto o barramento interno dos micros da AMD é de apenas 66 MHz. Você
pode notar isso comparando as velocidades dos micros da AMD que aumentam sempre
de 66 em 66 MHz. Enquanto a Intel aumenta a freqüência dos seus processadores
permitindo um processamento de dados mais rápido, a AMD persiste numa tecnologia
antiga, como se estivesse colocando vários processadores Pentium de 66 MHz
dentro de um único chip para aumentar a velocidade do micro.
Para tirar as suas dúvidas, faça o
teste você mesmo com o benchmark de sua confiança não se esquecendo que não é só
o processador o responsável pela velocidade do micro. Também influem a placa
mãe, memória, HD, placa de vídeo, versão da BIOS, temperatura interna do
gabinete, programas instalados, recursos instalados desses programas, ordem de
instalação e até mesmo a localização destes programas dentro do HD. A não
observação destes fatores pode levá-lo a uma análise incorreta também da
velocidade real de cada computador.
A terceira e última parte desta
matéria será publicada na próxima semana, abordando tópicos sobre servidores e
RAID, que propicia maior segurança dos dados nas empresas, sendo utilizado pelas
maiores e melhores empresas do mundo.
Representando Pará de Minas no Intel
Technical Training 2002, estavam presentes André Basílio da AB Informática e
Wagner Alves da Ability Informática.
André Basílio é Diretor, Analista de Sistemas e Supervisor de Ensino da AB INFORMÁTICA.